Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

...admirável mundo novo...

Não sei o que me leva a depender tempo com esta expressão desabafo. Comparando tantos e todos, cada uma de nós na sua redoma auto proclamada "blog" expões sem ser exposto algo de particular mas que no fundo serve para pedir tantos aplausos, desaforos e até insultos.

Esta é a certa medida do usufruto de uma liberdade autóctone.

Como indivíduos livres e autónomos, o exercício do livre arbítrio cabe a cada um como a famigerada "varinha" do Harry Potter, é um canal mas nunca um fim em si mesmo.

Vejamos, a vontade de exprimir, desabafar ou até insultar ganham contornos maquiavélicos pois, no final, com um simples "shut down" se calam multidões, se crucificam opiniões e até se descartam responsabilidades inerentes á ofensa.

Ainda não há lei, tribunal ou juiz que nos batam á porta de GPS em punho a gritar "...foste tu que insultaste este ministro, aquele treinador, aquela tipa, aquele árbitro..." enfim um manancial inesgotável de vítimas, sem forma ou até sem corpo para uma defesa cabal...não lhes damos esse direito. É este o poder erguido, o cravo cravado a ferro fogo em páginas etéreas mas que estão lá...para durar.

É admirável este mundo novo, é inesgotável o poder no usufruto desta arma de arremesso. Confesso ter aqui o "alkaseltzer" ideal para me livrar das azias mundanas, para expiar o sabor amargo que me emerge cada vez que algo ou alguém se me atropelam.

Mas, também reconheço que a mesma liberdade que me autoriza a arremessar me expõe ao contra-ataque. Tenho que contar com isso. Mas no fundo espremendo tudo, estes gritos mudos em forma de escrita, desde a erudita á mais rude e até boçal, reclamam atenção, reclamam de certa forma uma, pelo menos uma alma gémea que possa provocar a tal sinapse para que se passe de um diálogo de surdos a um potencial chat...

Não sendo ninguém sou tão grande como os maiores e tão igual a tantos outros que ousam expor-se. Aqui fica o apelo, a nudez feita palavra para que alguém a cubra de um significado maior, do que a própria solidão, de ser uma voz sem eco, de ser uma vida, escrita com um lápis sem mina.

 

Consumatum est

 

Shibumi

 

publicado por shibumi às 23:13
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