Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Um aviso à navegação...

Olá blogers ,

Há algo estranho que se passa, não sei se é um vírus, uma bactéria ou algo endémico e promíscuo que ameaça ser a breve trecho, uma epidemia.

Falo da tendência endógena de qualquer um se achar no direito de usar o livre arbítrio para acossar. Seja uma presa, seja um predador, da vontade masoquista de ser rilhado ou numa estóica corrida pelos bosques em busca de uma carne tenra e assim satisfazer qual orgasmo homérico, uma existência fútil.

Da história, desde o teatro grego que assistimos ao divórcio entre o ser e o devir,  entre a existência e a representação, entre a arte de simular e a de viver num contexto completamente fora dele mesmo. Assim e reivindicando essa herança, esse contexto e até esse gene anómalo, posso desbravar por entre bites & bytes toda a verborreia mental que nasce em mim, não se fecundam mas procuram um eco algures. Isto, ipsis verbis, é a denominada arte de representar. Assim e porque não perguntar a Cristo porque faz de Cristo, a Moisés qual o direito a sê-lo...a Cleópatra o porque de se ter reencarnado no amor eterno de Richard Burton...so on and so on...quero com isto dizer que nem sempre a mensagem alberga o espelho da alma, um grito pungente de libertação, apenas é algo que existe, que cresce e como todo o feto fecundado, num nado vivo se quer tornar. Apenas isso. Algo que cresce em nós, que não personifica a mentira, ou o dolo pela acção inacabada, é apenas algo que ferve e qual panela de pressão, tirando a válvula, se liberta e com isso perfuma o espaço que circunda.

Não tomemos as palavras por decretos, os decretos por decisões e estas por acções. Não, é um a erro assumir isto. Na justa medida que entre o negro e o branco nasce o arco-íris. Não o podemos negar, nem abnegar de tal conceito e até esforço. A arte de representar não é a arte de fingir é acima de tudo, a arte de partilhar um mundo que sendo efervescente não nos pertence de todo e por isso deve ser partilhado. Coitado do casting que iniciaria a entrevista questionando se o actor viveu tal peça, não faz sentido.

Em todo o caso não serve isto como camuflagem ou até uma "base" para  pele ser o que não é, é um despertar de consciências, um aviso á navegação, que se a liberdade existe é para ser usada. Colocar grilhetas políticas, emocionais ou até pindéricas de nada serve, a pressão da panela apenas aumenta mais. Cuidado com os aforismos e até as provocações, este exercício não é para ser circuncizado ou decepado é para existir pois ainda há tempo e espaço para ele. Pode haver partilha, comentário ou refrão mas nunca  a provocação ou a tese minimalista de o tornar redutor, isso não. Se o corpo não tem liberdade, a alma ainda detêm esse direito. Ninguém a cala, até porque para lá do purgatório, manda quem pode, não quem quer. Assim e reformulando as epístolas decretadas assumo o direito a desbravar o que nasce em mim e acima de tudo, poder com isto assumir que nãome pertence. A alguém há-de servir a farpela.

 

Sejam criativos

Sejam sedutores

Sejam gémeos

 

Shibumi

 

publicado por shibumi às 23:29
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