Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Um enterro digno a 2007

Está a chegar o fim, o final de 1 ano controverso, conturbado e sobretudo efémero, pois escorreu qual areia fina por entre os dedos. Nunca soube guardar rancor, nem sequer viver dependente de uma memória de outrora. A memória ligada ás emoções funciona sempre no presente e de quando em vez projecta cenários de futuro que me permitem seleccionar um determinado rumo. Nunca o passado se fez lei, nunca me oprimiu, nunca borbulhou em remorsos nem nunca me fez parar para pensar, decidir ou agir. Nunca. O presente criado ou inventado dita o meu norte. Assim me vou despedir de 2007, como algo que existiu, se fez e procriou numa amálgama de acções, gestos, decisões e palavras que serviram, acima de tudo para ditar o momento e mostrar um rumo. Mesmo que os negativos deste balanço superem os activos, em frente se ruma e em frente se procura um novo nicho, um mercado apto e ávido das nossas ofertas. O que espero de 2008? Não sei nem quero saber  pois acho que o que se passou não tem retorno, apenas um determinado odor a mofo. Os meus rebentos crescem felizes, as maleitas obrigatórias já se foram, as discussões típicas e atípicas, que fazem parte do dia e da noite, tiveram o seu zénite. O trabalho engordou mais um ano de reforma, a experiência acumula como créditos e como todos os dias, quentes ou frios, a noite é um bálsamo que permite oxigenar uma mente e um corpo cansados, para uma nova aventura.

Onde mora, onde se encaixa o sonho, a quimera, e desgarrada chicotada neste invólucro quadrado? Algures, há um espaço qual caixa de pandora, ainda com a fechadura virgem que segura as pontas, que contem as rédeas, e que no fundo, não nos deixa atascar este nosso quintal, de cinzas, de restolho, de restos largados e nunca apetecidos que espalham um pérfido perfume a miséria. Assim chegará o novo ano, em que a nossa férrea vontade acredita na não repetibilidade dos actos, das acções e das omissões. Assim espero o início de 2008, novo, fresco, qual alfazema sob a forma de um lençol limpo e perfumado. Daqui para a frente, somos nós a ditar a sorte. Que 2008 seja o consagrar das vontades, do equilíbrio, de saber estar, sentir e ser.

É isto que quero, que desejo e que transmito, para mim é uma oportunidade de remediar, corrigir e ate fazer o que não se pode, conseguiu ou até nos foi impedido de realizar em 2007. Com a vantagem da experiência, com o conhecimento das reacções e com a antecipação das emoções, já seria feliz se pudesse realizar em 2008 o que tive de mitigar em 2007. Seria um bom ano, sem dúvida. Etapa a etapa, obstáculo a obstáculo, meta após meta, é assim que o caminho se compõe.

Que 2008 seja a meta, o coroar, o consubstanciar de tudo o que tivemos de experimentar, mitigar e penar em 2007. Isto por si só já justifica o desejo de " Bom ano de 2008".

 

É o que vos desejo

É o que desejo para mim, e para os meus, sejam eles quem forem, estejam eles onde estiverem. É a minha turpe.

 

Shibumi

 

 

publicado por shibumi às 17:15
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