Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

tudo menos bróculos...

Andava eu encantado pelas musas diáfanas que se penduram em cada recanto quando dou por mim a olhar par esta coisa dos blogs.

Tenho tanta merda em que me preocupar tanta coisa com que me entediar que nunca dediquei cheta de tempo algum a este método new age de ter um diário semi-privado.

Sim que estas tecnologias dão um acero de liberdade póstuma, ie, quando se cria divaga-se, confessa-se disseca-se e no final, não há porra de chave alguma que estanque esta caixa de pandora. Não. Está tudo lá, exposto como rechonchudo e rosado querubim no primeiro berro para o mundo – exposto.

Não há nudez envergonhada nem primazia na cor, tamanho ou forma. Nasceu e pronto. Está exposto.

A liberdade individual em qual cada qual se aferrolha quando as coisas dão para o torto, não passa de uma efémera lambidela de cão numa pata ferida...amanhã já sarou.

Eu considero-me um tipo normal, claro que enquadrado no léxico médico-sanitário que eu próprio criei. Assim como vocês, é claro.

Dentro desta normalidade, lata e elástica quanto a distância que nos separar da insanidade, está a capacidade de dar a volta, contornar os obstáculos, ou em linguagem de arena, pegar o touro pelos cornos, na esperança que nos foda apenas num sítio que dói menos, a vergonha.

Assim nascem os blogs, pedaços de escrita incandescente que demoram apenas um lampejo de memória. Amanhã haverá mais...

Já li muita coisa e sem sequer cair na tentação de me isolar numa ilha pseudo intelectual ou até de anoréxica liberdade, as sinapses despoletadas enquadram-me no sector privado – identifico-me com determinadas minorias, as quais se prendem estoicamente a valores ancestrais que perduram desde a dinastia Ming até ao prof. Agostinho da Silva. A vida sem valores é uma seca. Qual dragster a queimar jet fuel, o cérebro necessita de estar enquadrado de modo a poder manter com a amálgama de ossos e vísceras, uma linha, uma orientação, enfim uma meta.

Daí o termo "Shibumi", uma meta inatingível mas, que nos obriga a tentar eternamente lá chegar.

Não sei o que isto despoletará mas a curiosidade também existe sobre a forme de um gene anómalo. Está cá e por isso, sendo um tipo de tumor benigno, daqueles que não mata mas mói, a ver vamos...

 

Fiquem bem e acima de tudo, façam de conta que esta janela pontilhada de pixeis, é a entrada para o paraíso, ou inferno, o que preferirem.

 

Carpe diem

Consumatum est

 

Shibumi

 

 

publicado por shibumi às 22:50
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