Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Assim se acorda

Olá bloggers,

Bem, faz hoje precisamente 2 meses que hibernei.

É giro, é compensador e até libertador. Não sei nada, nickles do que se passa no mundo, no trabalho, com os amigos, nada de ninguém...sinto-me o primeiro rebento da dentada na maçã.

Ainda estou em fisioterapia mental, a tentar soldar, conectar os meus neurónios tão encarquilhados que estão. Lentamente as sinapses vão acontecendo. Bem, mais um whisky para catalizar o processo.

 

Estamos em 2008, pelos vistos e eu esperava mais, sinceramente sinto-me defraudado. Esperava outra onda, outra cor e até outra magia mas...a merda continua a mesma. Quase me dá vontade de investir em sono criogénico e acordar daqui por 500 anos, com esta figura, claro.

 

Neste bairro, neste burgo, onde tudo é tão pequeno que a mesquinhez se confunde com os "bons dias" não há nada promissor. É claro que podia dedicar-me a desportos radicais, violentos, desafiar a morte, sei lá, apimentar esta paleta de tons cinzentos mas, quanto mais penso nisto mais me sinto o bizarro que as pessoas vêm ver ao circo ou ao J Zoológico.

 

Ainda não descobri o Santo Graal, mas teimoso como sou hei-de lá chegar. Não interessa o que se passa aqui, ali, no norte, centro ou sul, não, estou-me a borrifar para tudo isso. Que o pessoal curte, que curta, que se embebede, que se forniquem até cair, se são felizes, que o sejam. Cada um de nós, que procure o seu espaço, que tente encontrar um eco algures, seja no trabalho, em casa, na família, enfim, seja onde for. As opções tomadas valem por si. Deixem as borboletas baterem as asas, algures um Tsunami se há-de formar – life will find a way – já dizia alguém sábio. Cada vez mais me tenta a missão de Zaratustra, qual eremita de uma humanidade decadente, se ausenta e esvai-se de todos os valores e padrões sociais. Do zero renasce e assim constrói o super-homem.  

 

Da abnegação de viver o dia-a-dia, da rotina, dos esforços, do aturar uma cambada de fedelhos feito homens, engomados até ao pescoço, resta-nos arranjar tempo para salvar o indivíduo, permanecer livre, nem que seja por efémeros momentos. É esta a minha luta, é este o meu destino, ser sempre fiel a mim e com isso ser eternamente independente.

 

Estou na fase de dissecar o meu arquétipo pensante. Pela primeira vez estou a tentar sair de mim e com a visão asséptica de um neurocirurgião ver de que tamanhos são os meus tumores e se estes, sendo tão grandes, justificam sacrificar o cérebro. O oponente é sábio, experiente e sagaz, veremos se consegue dobrar o cabo das tormentas e induzir confiança neste ser eternamente desconfiado. Como um animal selvagem, se a fome apertar, como a mão que me dá de comer. A sobrevivência acima de tudo.

É um novo capítulo, uma nova era que se avizinha. Veremos os resultados.

 

Fiquem bem

 

Shibumi

 

publicado por shibumi às 23:24
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