Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Oráculo de Delfos

Oi, já há algum tempo que não me confessava, neste Oráculo de Delfos.

Faço-vos justiça em saber que sabem ode que se trata.

 

Hoje, a caminho de casa, após um dia de tédio mental, ia ouvindo a TSF, as entrevistas do Pedro Rolo Duarte, justiça seja feita, ainda são um oásis na intelectualidade militante. A entrevista era com um Luso escandinavo, escritor e acima de tudo, um eremita, pareceu-me um herdeiro de Zaratustra. Entre as vivências do dia-a-dia, as conjecturas entre as imagens do espelho e a realidade pungente, ainda que fugaz, este ser pareceu-me, além de inteligente, acreditar na metáfora da borboleta: um dia sonhou que era homem, que por sua vez sonhava que era borboleta, e assim entre dois planos além das 3D ambos nunca se encontravam mas, viviam a plenitude deste mistério. O eterno retorno de um paradigma perdido, faz-me recordar que, a insatisfação, a inércia, por vezes provocam estes intercâmbios, entre o consciente e o sonho. E nesse sentido, podemos perdurar eternamente.

Foi com agrado que absorvi a calendas destilada, um ininterrupto discurso de alguém que sabe, não o que procura mas, acima de tudo, que é livre de procurar, de experimentar de sentir e saborear as cores, aromas e sabores de experiências que enriquecem o nosso córtex e acima de tudo fazem emergir sinapses psicadélicas, que justificam a procura da cor, num mundo de pretos, cinzentos e brancos axiomas.

 

Não sabia da existência de tal liberdade, de tal coragem romper com uma "quadrícula institucional" – termo usado mas, deveras corajoso, a vontade e a acção de romper com a rotina, o tédio do conforto e peregrinar num destino desconhecido.

Somos almas sedentas de conhecimento, sedentas de saber e acima de tudo, sedentas de poder transmitir algo de novo. A novidade é esta, o salmo propedêutico que estimula a liberdade do indivíduo, a procura sem fim de uma razão para existir.

 

Bem hajam estes vikings

Bem hajam os isolados do medo que pertencem á humanidade

Bem hajam, aqueles que desafiam os axiomas e reescrevem o código genético da nossa evolução.

 

 

 

Shibumi

 

publicado por shibumi às 23:12
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Anónimo a 27 de Junho de 2008 às 01:47
Tambem ouvi. O tal escritor chama-se Miguel Gullander. E o entrevistador não era o Pedro Rolo Duarte era o Carlos Vaz Marques. Conversa fascinante.


De shibumi a 27 de Junho de 2008 às 23:20
Caríssimo leitor, obrigado pela correcção.
Que me desculpe o Vaz Marques e que o P Rolo Duarte não esbanje esta inusitada galanteria.
A César o que é de César.

Já agora, ainda que mitigue nestas andanças literárias, o texto faz justiça ao nosso Luso Viking?
Espero que sim.
No fundo foi uma homenagem que tentei emitir.
Eis um verdadeiro Shibumi.


Shibumi


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Acabou a fase da Crisálid...

. ...meio mundo a comer out...

. Vias-Sacras

. Desbunda Total

. Oráculo de Delfos

. Julgamento

. Assim se acorda

. aqui deixo a minha homena...

. ...chegou o inverno, cheg...

. Um enterro digno a 2007

.arquivos

. Maio 2009

. Fevereiro 2009

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

.favorito

. Desbunda Total

blogs SAPO

.subscrever feeds